Drama Dantesco
DRAMA DANTESCO
(A NATUREZA VERSUS TUDO – AGONIA E VIDA – A UNIDADE)
E o Grande Rio agoniza!
A morte se processa implacável;
Ele é ENGOLIDO pelo Majestoso Mar. Supremacia incontrolável do mais forte!
A pororoca anuncia...
Ouço perto, talvez longe, não sei bem...
E, a cismar, duvido...
Será verdade, ou deliro?
Já agora, tenho certeza, é verdade:
O Grande Rio todo se quebra!
E ruge feroz contra a dor,
A dor inevitável da morte.
Mas, após morrer,
O Grande Rio se renova,
E ressurge após a morte,
Depois d’algum tempo.
Tempo, o que é o Tempo?
Dos próprios restos,
Da mortalidade inteira,
Qual Fênix, da solidão desértica,
Ei-lo caudaloso.
Renasceu!...
E corre, também a ENGOLIR menores.
E, novamente, a Mãe,
Natureza criada em tudo,
Manifesta-se imutável, implacável, majestosa,
Pela vontade do Criador incriado,
Que a tudo criou, e cria, e criará...
E o Grande Rio novamente é ENGOLIDO,
Para mais tarde ressurgir.
É manifestação natural...
É a própria Natureza, indomável,
Que se manifesta, imperdoavelmente...
E neste dantesco drama de vida, e de morte,
Homem e Natureza sobrevivem, amigavelmente,
Um a compreender, e ceder, e obedecer;
Outra, imponderável, a todos e tudo subordina.
Nilson Tavares de Souza – Brasília, 22/10/1982
postado por Nilson Tavares @ 06:22 3 Comentários
outra vez aprendendo
ResponderExcluirHá um rio de verdade. Outro, está em nós mesmos...
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